sábado, 3 de setembro de 2011

HERANÇA FRANCESA NA HISTÓRIA DO TAM..AOS MAIS NOVOS....

... aos que cresceram ao mesmo tempo que o mundo da internet... talvez não entendam que um dia nós aprendemos francês antes do inglês e que, um dia, se ouvia música francesa.

Pelo menos comigo foi assim. Algumas canções do The Doors....Pink Floyd misturado com Joe Dassin.

Cantarolei canções como "Ne me quitte pas"...e outras até que resolvi estudar mesmo o frances na Aliança Francesa...vencendo todas as barreiras da época.

Tudo isso prá falar como a França contribuiu para o desenvolvimento da cultura e hábitos natalenses, desde o século XIX até os dias de hoje . E o Teatro Alberto Maranhão(TAM) é prova disso.




O Theatro Carlos Gomes - primeiro nome que foi dado ao TAM - teve suas paredes erguidas em plena Belle Époque - tempo em que a Escola Francesa influenciava as artes e a literatura em todo o mundo. O início da construção, em estilo art noveau foi em 1898 (mesmo ano em que nascia Câmara Cascudo).


Em 1957, sendo o Teatro da municipalidade, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão, mudou a sua denominação para Teatro Alberto Maranhão. Em 1959 teve nova reforma, sendo reaberto em 24 de março de 1960. Em 1977, o Teatro foi equipado com ar condicionado central.

A Fundação José Augusto, iniciou uma nova reforma em junho de 1988, incluindo camarins, salão nobre, jardim, platéia e palco, buscando restaurá-lo sob supervisão técnica da Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.







O centro do pátio interno do teatro é marcado pela presença de uma graciosa estátua denominada "L'Indiénne" - "A Índia", executada nas fundições Val d'Osne (França), local no qual se encontra arquivado o desenho original do monumento, de autoria do francês Jean-Jules Salmson (PINTO, 1971).


Natal distanciava-se geograficamente dos grandes centros do país, mas não se distanciava dos ideais imaginários de se tornar uma cidade moderna e cosmopolita. Basta ver a versão francesa da estátua que orna o pátio do TAM -" A índia"  com traços  muito mais próximos da beleza grega.

PINTO, L. Natal que eu vi. Natal: Imprensa Universitária, 1971

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