quinta-feira, 16 de junho de 2011

O que não se vê, mas que se sabe...

"O constante perigo de silenciar – sobre Circuito Ribeira e afins"
Por Ramilla Souza

(Foto do acervo pessoal de Evaldo Gomes, Casa da Ribeira antes da reforma)
Quando eu li o texto do Jota Mombaça “Theres no business like show business, I know”, comentei com um amigo. “É igual a boa parte dos textos dele: grosseiro além do necessário, injusto em muitos pontos, mas levanta duas ou tres coisas que ninguém mais teve coragem de dizer”. Com a resposta do Foca, fiquei pensando nesses “dois ou tres pontos”, em experiências passadas e algumas coisas que, bem, ninguém nunca teve coragem de dizer.

Para que fique claro, o Jota é meu amigo e eu o adoro. A relação sobreviveu aos imensos e constantes ataques ao Baixo de Natal por parte dele, ano passado, quando eu estava envolvida até cabeça no evento. A vantagem disso é que eu tenho liberdade o suficiente para criticá-lo publicamente e não conheço muitos amigos que possam fazer o mesmo. Priorizamos honestidade, ok?

Para o Foca, eu entendo o quão é irritante e frustrante trabalhar em algo pra que surja alguém do nada e faça um monte de acusações que, para nós, são completamente sem fundamento. Quando eu estava produzindo o Cultura em Debate, com um tremendo esforço e sem ganhar absolutamente nada, eis que aparece François Silvestre para nos chamar de canalhas (diga-se de passagem, a mesma palavra que o Jota usou para os organizadores do Circuito Ribeira). Eu nem lembro do que falava o texto, mas lembro que fiquei com muita raiva, o que gerou uma resposta nada simpática da minha parte.

O mesmo aconteceu no Baixo de Natal, como eu já citei. Pois bem, isso é um droga, mas a vida não é fácil e eu já entendi que os trolladores têm seu papel. Não dá pra pensar que, por mais que pra nós nosso trabalho seja urgente, necessário, um bem para o mundo, enfim, fruto do nosso esforço mais honesto, não vai haver alguém que ache nele algo a ser averiguado, questionado ou mesmo trollado. E é aí que entram pessoas como o Jota (ou o próprio Jota, já que eu não conheço mais ninguém em Natal que cumpra esse papel).

Vou dar um exemplo de como o silencio é noçivo: o Cena Aberta. O projeto desenvolvido pela Casa da Ribeira em 2009 e 2010 priorizava, em seu edital que os selecionados deveriam tratar de obras que “aborde questões contemporâneas. Uma produção comprometida com investigaçao de linguagens e sonoridades, elaborações críticas e intercâmbio entre áreas artísticas e outras áreas de conhecimento”.

Pois bem, saindo o resultado qual a minha (e a de muita gente) surpresa em ver que tinham sido premiados não só grupos e artistas que já tinham algum tipo de ligação com a Casa da Ribeira, como o grupo do próprio Henrique Fontes (Atores à Deriva), diretor artístico da Casa. Peraí, dinheiro público + edital + premiar alguém ligado diretamente à Casa da Ribeira?

E, outra coisa, onde ficou as “questões contemporâneas” e “investigação de linguagens” quando o grupo Elas e Cia foi selecionado em detrimento de várias projetos que se enquadravam mais na proposta do edital? Não dá pra entrar no mérito da questão do porque cada projeto foi selecionado, mas qualquer pessoa em sã consciência sabe que o Elas e Cia. faz o tipo de teatro mais padrão que existe e com pesquisa de linguagem zero, vamo combiná, ne?

Mas, esse não é o ponto onde eu quero chegar, mas sim, o fato de que eu ouvi muita gente questionando isso (as pessoas veem as coisas, sabe) a ponto do Cena Aberta ter sido carinhosamente apelidado de “panela aberta”. Mas, alguém, uma pessoa que fosse, trouxe isso à público? Não que eu saiba e eu me incluo nesse bolo também. Na época, meu pensamento foi “pra que eu vou brigar por isso e diminuir para zero minhas chances de um dia, quem sabe, ser aprovada num edital do Cena Aberta”. Falando agora, me sinto profundamente envergonhada de me apegar a questões tão pequenas e deixar a covardia tomar de conta, mas sei que esse é o pensamento geral.

Ninguém quer se queimar, ninguém quer correr o risco de ficar na geladeira. Eu não estou falando, vejam bem, que essa seria a atitude dos diretores da Casa, eu nem tenho fundamento pra fazer uma acusação dessas. Eu estou falando que voces precisam compreender o poder de intimidação que têm. É aquela velha história, numa cidade com tão poucas chances, a gente vai perder uma das poucas que existem?

Por mais que vocês “andem na contramão” e eu não duvido disso, não dá pra negar que Casa da Ribeira e Dosol são o que há de mais forte em termos de instituições de cultura em Natal. Não é todo mundo que vai correr o risco de colocar o dedo na ferida de vocës e, por outro lado, qual o espaço que é dado para isso? Porque quando o Jota perguntou sobre os custos do Circuito (a despeito de todas as grosserias), o Foca respondeu que tudo isso era repassado para a fundação de cultura, de acordo com a lei. Voce não entendeu, Foca. Nós queremos saber mais que isso, queremos saber qual o valor que voces dáo para cada artista, quanto voces ganham, enfim, qual a filosofia da produção do Circuito em relação a dinheiro. Porque, sim, tudo é muito lindo, tudo é festa, todo mundo tá se esforçando, mas por que não revelar esses dados? Qualquer questionamento feito vai ser respondido com essa esquiva? O Jota não foi a única pessoa que eu ouvi questionar sobre esses gastos, acredite. Ele foi o único que teve coragem de perguntar.

Outra coisa que me chamou atenção na resposta do Foca foi citar o Talma e Gadelha como mais uma vítima do Mombaça (eu ri agora escrevendo isso). Me perdoem se eu estiver errada, mas até onde eu sei o Jota disse que o disco era rococó (ri com isso também). Então, não se pode expressar um opinião? Eu acho que as duas questões têm uma forte ligação porque é a mesma coisa das pessoas ficarem em silêncio. Todo mundo ama o Talma e Gadelha e aí quando alguém faz uma critica não pode, o mundo acaba?

Quando eu falo que não aguento mais ler matéria de jornalismo cultural em Natal que fala das dificuldades que as pessoas tëm para continuar fazendo arte e trazendo esse bem pra humanidade, bla, bla, bla, é exatamente por parecer que a dificuldade, “andar na contramão” é maior e mais importante do que qualquer outra coisa. Então, parece que é assim que funciona: já que é tão difícil e a gente continua aqui, firme e forte, então, que, pelo menos, ninguém venha dizer que nossa trabalho/iniciativa não é a coisa mais linda já feita sobre a terra.

Gente, não é assim. Colocou a criança no mundo, vai ter que dar a cara pra bater. Se não tá a fim, só arrumando outro emprego. Qualquer iniciativa está sujeita a críticas e é assim que tem que ser, porque nossos projetos precisam do olhar de uma sociedade que nos vigie e critique. Infelizmente, pouca gente vai se dar a esse trabalho numa cidade pequena como Natal. Olha, sinceramente, se eu fosse uma das produtoras do Circuito Ribeira, ia agradecer ao Jota por estar disposto a cumprir esse papel.


Fonte:http://www.substantivoplural.com.br/o-constante-perigo-de-silenciar-sobre-circuito-ribeira-e-afins/#comment-10846

domingo, 12 de junho de 2011

2a. CARROÇADA - MONTE ALEGRE FELIZ




  

 

A abençoada e acolhedora cidade de Monte Alegre promove a abertura da 2ª Carroçada Monte Alegre Feliz  a acontecer no dia 14 com o apoio da prefeita  Graça Marques e toda a sua equipe. 

Os festejos se prolongarão por todo o mes de junho sendo que nos dias 20, 23, 25, e 28 a festança contará ainda  com grandes shows, além do autêntico forró pé-de-serra na caisa de taipa, barracas com comidas típicas, bebidas e muita gente bonita.







Tradicionalmente uma das maiores festas juninas do estado, destaca-se  especialmente pelo sossego e clima de interior aliada a uma boa animação..isso a poucos quilômetros de Natal . É o que espera quem quiser  marcar sua presença no evento.

Festival de Quadrilha a começar em 14 de junho
Na qudrilha estilizada, homens e mulheres usam peças luxuosas, coloridas e criativas.

Já na tradicional, ou matuta, as moças vestem roupas de tecido barato - geralmente chitão - e os homens, calças com remendos e chapéus de palha.

  Na quadrilha comédia, celebridades viram alvo do bom humor nordestino. Homens se vestem como Xuxa, Madonna ou quem estiver em destaque.








sábado, 11 de junho de 2011

A batata quente do Seis e Meia (??????)






Yuno Silva

repórter

Após 16 anos em cartaz, com programação constante de shows nacionais e locais, o Projeto Seis e Meia está na geladeira desde agosto do ano passado. E, pelo jeito, ninguém está muito animado para assumir a missão de dar prosseguimento à iniciativa. O futuro do projeto será definido na próxima sexta-feira (10), quando a Fundação José Augusto abrirá as propostas de produtores interessados em assumir a realização do evento. Trata-se de uma licitação pública, modalidade pregão presencial.

Projeto difícil de viabilizar

Pioneiro, o produtor Zé Dias foi o primeiro a realizar shows no Projeto Seis e Meia em 1995, e, categórico, afirma que "não tem a menor chance de participar dessa licitação". Dias adianta que só cogita a possibilidade de voltar a fazer o Seis e Meia se a iniciativa privada for a responsável majoritária pela viabilização da iniciativa: "A governadora Rosalba Ciarlini é bem intencionada, mas o Estado não tem liquidez. Não tenho capital de giro para ficar brincando de ser produtor", ataca.

Zé Dias lembra quando o Projeto Seis e Meia passou a ser responsabilidade do Estado: "Em 1996/97, quando Garibalbi Alves era o governador, ouviu do cunhado Cláudio Emerenciano que era estranho o fato do nome do governo não aparecer na propaganda da TV. Na época a Unimed era a patrocinadora majoritária. Quando o Estado assumiu a responsabilidade, perdemos o patrocinador e ficamos sem mídia, pois em setembro já não havia mais verba para divulgação."

Depois de Zé Dias chutar o pau da barraca, o produtor William Collier assume o Seis e Meia definitivamente. Foi o principal nome à frente do Projeto, mas até ele está indeciso: "A licitação é uma forma democrática de contratar, mas não desperta interesse pelo baixo valor disponível. Sem falar que ainda tenho dinheiro para receber da FJA e os cachês estão defasados faz tempo", destaca Collier. "Já dei minha contribuição, e estou disposto a ajudar quem ganhar a licitação, mas não vou me envolver diretamente", sentencia.

Fundação sugere nomes no edital

Entre os nomes indicados no edital, poucas novidades: a Fundação sugere a contratação de nomes como Zezé Mota, Fernanda Takai, Maria Gadu, Luiza Possi, Martinália, Peninha, Jessier Quirino e Yamandu Costa. Os nomes locais destacados para Natal são Lucinha Lira, Leno, Isaque Galvão, Simona Talma, Sílvia Sol, Canteiro do Samba,  João Salinas, Gato Lúdico, Macaxeira Jazz, Khrystal, Romildo Soares, Valéria Oliveira e Luiz Gadelha. Em Mossoró, as atrações citadas são Brazuca Jazz, Nida Lira, Kekeli Lira, Dayanne Nunes, Alzunete de Oliveira, Marcílio Maia, Maurílio Santos, Banda Bakulejo, As Brasileiras, Thabata Mendes e Nataly Vox.

Até a programação de agosto mereceu lista específica: Antônio Nóbrega; Antúlio Madureira; Siba e a Fuloresta do Samba (que no edital está identificada como Floresta Encantada) e Vital Farias.

Livro do Seis e Meia vem aí

Collier planeja lançar até agosto um livro registrando os 16 anos do Seis e Meia, escrito por Moacy Cirne com fotos de Evaldo Gomes. "É uma publicação independente, onde contaremos curiosidades e histórias dos bastidores", adianta. O produtor chegou a realizar o Seis e Meia em quatro cidades, além de Natal e Mossoró, esticou até Campina Grande e João Pessoa (PB). "Era uma forma de atrair mais artistas, pois ele iria receber quatro cachês em vez de um ou dois. No começo muita gente veio para conhecer Natal, outras por ser um projeto de caráter social, mas não dá mais para continuar com o mesmo discurso", garante.

Outro com potencial para entrar na licitação  é produtor Amaury Júnior, mas ele também tirou o corpo fora: "Achei impraticável e muito difícil de participar desse edital. Não dá para assumir o cachês do artista nacional, do artista local,  da mídia, hospedagem... tudo por 15 mil (em média) por evento", frisa.

Amaury acredita ser difícil licitar produtos culturais pois há valores muito diferentes no marcado. "Um artista tem o direito de cobrar o cachê que quiser, é uma questão mercadológica".

Experiente, o produtor Alexandre Maia, da Agenda Propaganda, também diz que não participará da concorrência por incompatibilidade de projetos: já está envolvido na produção do MPB Petrobras, que trouxe Arnaldo Antunes e Leila Pinheiro, e trará ainda este ano Tom Zé, Ivan Lins e outros dois nomes ainda em fase de negociação. "O MPB Petrobras contempla seis shows em 15 cidades ao longo do ano, e pratica preços populares como o Seis e Meia, entre R$ 20 e R$ 10. Como as datas dos próximos shows ainda não estão fechadas, ficaria difícil para mim trabalhar em dois eventos da mesma área", informa.

Para Alexandre, a intenção de dar mais qualidade ao projeto é boa: "As pessoas reclamavam da mesmice, mas era difícil trazer novos nomes com o cachê tão baixo. Espero que o leque de opções possa ser ampliado", conclui.

Fonte http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/a-batata-quente-do-seis-e-meia/184367

Licitação do Seis e Meia é adiada por falta de concorrente



A licitação aberta pela Fundação José Augusto para empresas e produtores culturais interessados em assumir a realização do Projeto Seis e Meia foi adiada para o próximo dia 27 de junho. A previsão era receber propostas nesta sexta-feira (10), mas apenas uma proposta foi recebida no setor de licitações da FJA para participar do pregão presencial. De acordo com o edital publicado, R$ 400 mil estão em jogo: R$ 300 mil para shows nacionais e locais do Seis e Meia em Natal e Mossoró, mais R$ 100 mil para apresentações musicais  durante o mês de agosto, período que o Governo Estadual pretende realizar grande evento alusivo às comemorações do Dia Mundial do Folclore para transformar Natal na capital mundial da cultura popular.
"Vamos seguir o que determina a legislação, e republicar o edital para novo pregão presencial daqui a, no mínimo, oito dias úteis", adiantou Rômulo Robson, do setor de licitações da Fundação. "Como temos as festas de São João nesse período, a nova data deve ficar para o próximo dia 27 de junho", disse. Rômulo não informou o nome do único proponente que entregou proposta para realizar o Seis e Meia nos próximos oito meses.
Considerado um dos projetos um dos mais longevos no Brasil, o Seis e Meia está fora dos palcos desde agosto do ano passado após 16 anos em cartaz com programação constante. Chegou a funcionar em quatro cidades - Natal, Mossoró, Campina Grande e João Pessoa (PB)  - e contabiliza shows históricos como o derradeiro do bossanovista Baden Powell (1937-2000). Com caráter social, o projeto oferece ingressos a preços populares (R$ 20 inteiro e R$ 10) e contribui para a chamada democratização cultural.

Último show de Baden no TAM (Acervo pessoal de Evaldo Gomes)
Ponta do lápis

Apesar do aparente volume de recursos, o montante de R$ 300 mil reais é considerado insuficiente pelos produtores com potencial para realizar as 16 edições previstas: oito em Natal e oito em Mossoró. Em cada evento são dois shows: um com artista nacional, outro com nome local - ou seja, a produção tem que dar conta de 32 apresentações gastando em média R$ 9,375 mil por show. Nessa conta devem ser considerados todos os custos com de transporte aéreo e terrestre, alimentação, hospedagem, iluminação, sonorização e cachês, mais os impostos, Ecad e pauta do teatro. Vale lembrar que a bilheteria dos shows é do produtor realizador.


Em declaração publicada aqui na TRIBUNA DO NORTE na última quarta-feira (8), a diretora administrativa da Fundação José Augusto, Ana Neuma, disse não ter um 'plano B': "Nosso interesse é terceirizar esse trabalho, até por quê não temos equipe para se dedicar exclusivamente ao Seis e Meia", informou.
Fonte:http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/licitacao-do-seis-e-meia-e-adiada-por-falta-de-concorrente/

E começou assim..



O Projeto Seis e Meia, criado em 1995, teve como objetivo a divulgação dos artistas da terra (músicos, compositores e cantores) ao lado de nomes consagrados da MPB. O Seis e Meia, patrocinado pela Fundação José Augusto, teve a frente na  última versão do Projeto o produtor William Collier, que trás ao Teatro Alberto Maranhão grandes artistas nacionais como Zeca Baleiro, Belchior, Oswaldo Montenegro, Wilson Simoninha, Jair Rodrigues, Alceu Valença, Fagner e vários outros artistas de renome. Prestigia também o talento potiguar na abertura de cada sessão musical: Galvão Filho, Pedro Mendes, Babal, Diogo Guanabara,  Geraldo Carvalho e vários outros músicos da terra.


Tudo começou quando Collier há 12 anos convidou o fotógrafo Evaldo Gomes para documentar o projeto, conhecendo a necessidade de registrar os eventos e tendo uma predileção em saber que o mesmo era um fotógrafo especializado em palco,  com luz ambiente e não utilizando flash nas sessões dos artistas. Tal domínio segundo o fotógrafo, revela a magia e a luz que existe no palco. “É um olhar, um sorriso, um movimento, um acorde maior na guitarra, uma mão que encena...compõe um equilíbrio perfeito  de uma boa imagem”.


 Experiência  do fotógrafo Evaldo Gomes em  relação ao projeto Seis e Meia, segundo comentário de Cristian de Saboya em 18/07/2010.

“As estrelas, os cantores, os bastidores de um projeto que, ao longo desses 15 anos, se transformou num grande sucesso na cidade vão passar as nossas vistas, para delírio geral.
Evaldo, que nasceu na lindinha Monte Alegre, tornou-se ainda cedo admirador e amante da fotografia, levado pelo dom, instinto e precisão - tem olhos de lince e sensibilidade de uma gaia.
A exposição traz isso, inclusive, um Evaldo atento ao mundo ao seu redor, incapaz de perder um ângulo perfeito, dono de uma precisão nada angustiante - como se o momento estivesse ali, passando a nossa frente.
Impressiona!
A exposição ''A Arte na Cidade do Natal'', acontece no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão... promete emoções sem fim”.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Talento é o que não faltou...

O projeto 'Bossa & Jazz Convida' dá prosseguimento  a proposta de promover o intercâmbio entre músicos locais e regionais. Uma realização da produtora cultural Juçara Figueiredo, apresentou Ricardo Silveira, carioca de carreira internacional que dividiu o palco com o potiguar Eduardo Taufic, e a cantora Liz Rosa nesta última sexta(3).
Apesar da chuva... público e talento é o que não faltou



O show continua...



Ricardo Silveira nascido no Rio de Janeiro, cresceu ouvindo bossa nova, samba e marchas de carnaval. Suas primeiras influências foram os violonistas Baden Powell e Joao Gilberto. Se interessou por Jimi Hendrix e mais tarde foi influenciado por Wes Montgomery e George Benson.

Gravou vários álbuns com os mais respeitados artistas, excursionou comElis Regina,Hermeto Pascoal, Gilberto Gil e Milton Nascimento. Ele co-escreveu e fez o arranjo da música, "Portal da Cor", feita com Milton.

"Eu toco dentro do ponto-de-vista de um músico brasileiro. Há elementos de funk e jazz, mas não gosto de dizer que toco fusion*. Eu sou um músico que gosta de diferentes formas de música, e me sinto bem explorando esses diferentes mundos musicais" diz Ricardo.

 
 

Ricardo ministra workshop de guitarra na livraria Siciliano


* Compreendendo o Jazz...
 
O jazz surgiu no período entre 1890 e 1910 em Nova Orleans. Segundo a lenda a palavra jazz vem de jasm, uma redução de orgasm (orgasmo). Hà quem diga que faz todo o sentido, pois o jazz seria como um orgasmo da alma, mistura influencias tanto dos brancos quanto de pretos, blues e ragtime(ritmo que lembra marchas), não é a toa que o ritmo tomou tanto o espírito de liberdade. As raízes remontam à música dos negros dos Estados Unidos desde as épocas de escravatura que datam pouco antes de 1850. As maiores influências do jazz são o blues, derivados das "canções de trabalho" dos negros (dos quais o jazz herdou principalmente o caráter espontâneo e de improviso) e o ragtime, música escrita, harmonicamente mais elaborada, uma "música clássica popular". Falcon Durante a década de 1930, quando o jazz foi música popular, nasceu o estilo que ficou conhecido como swing.
Na década de 1940 nasce o bebop e depois o hard bebop. Esses gêneros, mais acentuadamente o segundo, são de pouco agrado aos ouvidos populares. Em contrapartida surge, então, o cool jazz com uma proposta mais intelectualizada e apreciada por uma gama maior de ouvintes.
Depois do domínio do cool e do hard bebop, surge o free jazz na década de 1960 com elementos de composição atonuais e arrítmicas e muita improvisação, foi uma fase bastante experimentalista do estilo.
Depois da fusão do rock, do funk e outros estilos, com o jazz, chamada jazz fusion ou simplesmente fusion, atualmente compõe-se de elementos eletrônicos caracterizando esse flacon estilo nos nossos dias. Os samplers e sequenciadores são utilizados na mistura do drum'n'bass e do techno.

Fonte: Wikipedia - http://www.wikipedia.com/

Talento Potiguar...
Nosso grande músico Eduardo Taufic

Ricardo Silveira e Liz Rosa



O evento está se consolidando como uma alternativa de atração para público de todas as idades.


Clima de descontração entre casais e demais "curtidores" de uma boa música.


Produtora cultural Juçara Figueiredo em mais uma missão cumprida.